sábado, 12 de maio de 2012

PSOL Londrina define o nome de Valmor Venturini como pré-candidato a prefeito de Londrina


O Partido Socialismo e Liberdade com imensa alegria comunica a definição do nome de Valmor Venturini como pré-candidato à prefeitura de Londrina. O nome foi escolhido, durante Plenária Eleitoral do PSOL, realizada dia 12 de maio, na sede do partido no município.

Valmor Venturini terá como tarefa construir uma candidatura que seja uma alternativa de esquerda em Londrina frente ao populismo e ao petismo, que acolha as demandas da classe trabalhadora, bem como o acúmulo teórico da militância a partir dos seminários eleitorais temáticos de saúde, educação, meio ambiente, cultura, segurança, reforma urbana e agrária.

Construíremos uma nova opção, fortalecendo a Frente de Esquerda com PCB e PSTU, junto aos movimentos sociais e populares (de saúde, dos homossexuais, luta por moradia, ambiental, e moradores de rua) e todos aqueles que lutam e sonham com uma sociedade mais justa.

Valmor Venturini é servidor público municipal há 18 anos, veterinário, atua na vigilância sanitária e militante histórico de esquerda.

Pela igualdade, tome conta da cidade!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Nota do PSOL Londrina sobre o assassinato de uma travesti na cidade

O diretório Municipal do Partido Socialismo e Liberdade vem denunciar e repudiar a continuidade dos assassinatos cometidos contra as travestis da cidade de Londrina. Viemos por meio desta nota, cobrar das autoridades públicas responsáveis a investigação e a resolução dos casos pendentes de violência letal e não letal contra os grupos LGBTTS , levando a punição dos acusados. É inaceitável que os grupos LGBTTS continuem a sofrer a dupla violência e discriminação dos órgãos públicos através da falta de políticas públicas de afirmação à diversidade e a impunidade dos crimes ocorridos.
Segundo o Relatório Anual de assassinatos de Homossexuais de 2011, divulgado pelo Grupo Gay da Bahia, o Brasil atinge o primeiro lugar no ranking mundial dos assassinatos homofóbicos e as regiões Sul e Sudeste do país se destacam com o primeiro lugar nos registros de violência não letal. Os homicídios de travestis atingem o segundo lugar no tenebroso ranking. Só neste ano, Londrina já conta com dois homicídios notificados, sem contar com os anos anteriores, o último da semana passada, de uma jovem de 16 anos.
Pesquisa realizada por CARRARA e VIANA declara que os crimes cometidos contra os travestis são tratados com “normalidade” pela polícia e sociedade a medida que são levadas em conta no momento da investigação dos casos a perfomance de gênero associadas a estereótipos negativos sobre a homossexualidade. Como se a identidade de gênero da vítima fosse o fator determinante e justificativa elementar para as execuções!
E mais, nos revela ainda, que a baixa resolução dos casos deve-se a um conjunto de fatores ligados a gênero e classe social. Fatores que são potencializados a medida que são encontradas evidências do envolvimento com a prostituição e o tráfico de drogas colocando os travestis nos grupos socialmente mais desfavorecidos e explorados, portanto no rol de crimes impunes.
É inadmissível a continuidade das ações públicas no sentido da perpetuação de ações homofóbicas e assassina da juventude. Por uma sociedade sem classes, anti-homofobica, anti-racista!
políticas de afirmação às diversidades, já!!!!!

PSOL Londrina debate o golpe militar de 1964


terça-feira, 20 de março de 2012

Psol quer recolher assinaturas para CPI sobre hospitais públicos

19/03/2012 18:36

Psol quer recolher assinaturas para CPI sobre hospitais públicos

A bancada do Psol anunciou que começa nesta semana a coletar assinaturas para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar um possível esquema de corrupção nas licitações dos hospitais federais. No domingo, a Rede Globo exibiu vídeos nos quais eram negociadas propinas a serem pagas a agentes públicos para que determinadas empresas fossem as vencedoras de licitações de emergência realizadas num hospital pediátrico do Rio de Janeiro.


O líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), disse que, além da ação da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça, é preciso conhecer as ligações das empresas corruptoras com o setor público. "São empresas inclusive muito conhecidas, que já têm tradição de vendas na esfera federal. É preciso investigar isso a fundo; o crime ganha uma gravidade extraordinária porque se lida com a vida, a saúde e a morte", ressaltou o parlamentar.


O presidente da Câmara, Marco Maia, afirmou que a Casa está dando um passo importante para acabar com esse tipo de situação ao analisar o projeto de lei do Poder Executivo que prevê penas específicas para empresas que pratiquem atos de corrupção (PL 6826/10). Ele disse considerar fundamental punir tanto os funcionários públicos que praticam os atos de corrupção quanto as empresas que usam seu poder econômico para obter vantagens.


"Precisamos trabalhar em duas direções. A primeira, continuar punindo de maneira muito severa o servidor ou a empresa pública que patrocinar qualquer tipo de malversação do patrimônio público. Além disso, precisamos também punir com a mesma severidade aquela pessoa jurídica que participar de corrupção", argumenta Marco Maia.


Comissão especial

O projeto de lei que aumenta a punição para empresas que participem de esquemas de corrupção está sob análise de uma comissão especial emcaráter conclusivo. Se o texto for aprovado e não houver recurso para votação em Plenário, a proposta poderá seguir direto para o Senado.


Na semana passada, o relator do projeto, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), apresentou seu parecer, que também prevê um cadastro de empresas inidôneas, além de atenuantes nas punições para aquelas que colaborarem com as investigações.


Entre as penas previstas para as empresas flagradas em atos de corrupção, estão multas de até 20% do faturamento do ano anterior; cancelamento de contratos e impedimento de contratar com o Poder Público por até cinco anos.


Íntegra da proposta:


Reportagem - Vania Alves/ Da Rádio Câmara
Edição - Juliano Pires

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'


quarta-feira, 7 de março de 2012

Inauguração da sede do PSOL Londrina


O PSOL-Londrina @ convida para sua inauguração. A sede do PSOL-Londrina tem como proposta ser um espaço para reunião, aberto às demandas do movimentos social, dos grupos artísticos e grupos de estudo. Um local que aglutine os ativistas políticos e culturais que intervenham na cidade. Uma sede para as pessoas que propõe um Brasil mais justo, solidário e socialista!

Venha conhecer nossa sede nesta sexta-feira às 19:00!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Carta da Secretaria de Saúde do PSOL Paraná sobre a omissão de socorro em saúde no PInheirinho- Para nunca mais esquecermos!

Para Nunca mais esquecermos: Carta Denúncia da omissão de socorro em saúde aos moradores do Pinheirinho!


A secretaria de saúde do PSOL Paraná vem a público manifestar seu repúdio às ações violentas de despejo ocorridas no Pinheirinho em São José dos Campos perpretada pelo governo Alckimin (PSDB) e mais, vem denunciar a onda de desrespeito à saúde das pessoas despejadas.

No momento da truculenta reintegração, pertences das pessoas que lá viviam foram apreendidos, ou mesmo queimadas e perdidos com as máquinas de demolição que nada deixaram inteiros, nem mesmo a integridade das pessoas! Com isso perderam-se receitas médicas, exames, medicamentos de controle da hipertensão, diabetes e até mesmo psicotrópicos. À exemplo daquilo que já acontece com a população em situação de rua da cidade de São Paulo e dos usuários de crack.

Com a atrocidade do Estado e com a violência policial no momento da reintegração muitas pessoas passaram mal, e não tiveram aporte necessário para atendimento tanto a curto quanto a médio prazos.

Resultado: pessoas que ficaram sem acesso a seus medicamentos e que desencadearam crises hipertensivas e diabetes descompensadas, e pessoas que ficaram sem seus medicamentos psicotrópicos e que entraram em surto psiquiátrico tanto pelo enorme estressor externo da reintegração, acrescido da falta do medicamento de uso contínuo.

Foi necessário o trabalho de profissionais de saúde militantes de organizações políticas de esquerda na organização de “hospital de campanha” para cuidar das pessoas feridas, das gestantes e crianças desassistidas, das inúmeras pessoas desidratadas. No improviso de “macas” feitas com lençóis.

O abuso policial e violência do Estado já eram conhecidos por todos nas ações no Pinheirinho, porém a negligência e a omissão na saúde até então passou “despercebida” pela mídia, além de sucessivos erros no atendimento aos feridos, houve um cerco da mídia sobre o número de feridos, já que a censura do PSDB agiu "brilhantemente" na omissão da comunicação. Não deixou ninguém ter acesso a pronto socorros e IML, numa clara tática de esconder e mascarar fatos. Também não esqueceremos das inúmeras denúncias omitidas de abuso sexual por parte dos PM.

Reafirmamos a importância de denunciar os fatos ocorridos e de não deixarmos esta ação impune e no esquecimento, nós lutadores de saúde divulgaremos a todos os meios de comunicação, movimentos sociais de saúde, conselhos de saúde e sindicatos. Basta de Violência Institucional, de coerção dos direitos à moradia, saúde e dignidade humana!


Paraná, 04 de fevereiro de 2012.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Privataria petista nos aeroportos- artigo de opinião

Privataria petista nos aeroportos- artigo de opinião

Fernando Marcellino- Militante do PSOL Curitiba- Núcleo de Formação Política

O papel dos fundos de pensão no capitalismo brasileiro: réquiem da privatização dos aeroportosPor Fernando Marcelino, do Núcleo de Formação Política do PSOL CuritibaOs fundos de pensão voltam à cena em 2012. Depois de uma atabalhoada PL 1.992/2007 que visa à implementação urgente do regime de previdência complementar dos servidores públicos denominada de Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (FUNPRESP), os três maiores fundos de pensão do país – que já tem no seu portfólio de investimentos a concessão do Metrô do Rio de Janeiro, da Linha Amarela também no Rio, a rodovia Raposo Tavares em São Paulo e o Arco Rodoviário em Camaçari na Bahia – se uniram novamente para ganhar a privatização do aeroporto de Guarulhos, o maior do país.Realizado na manhã de 06 de fevereiro de 2012, na sede da BM&F Bovespa, em São Paulo, o leilão nos fez relembrar as grandes privatizações da década de 1990, quando os fundos também tiveram um papel crucial sob fortes protestos sociais. Por mais que estivessem concorrendo na compra enormes empresas de infraestrutura brasileira e da construção civil, como Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, os fundos de pensão foram a bola da vez. O consórcio Invepar-Acsa, formada pelos fundos Previ, Funcef e Petros e pela operadora sul-africana OAS, abocanhou o aeroporto de Guarulhos com uma oferta de R$ 16,21 bilhões e ágio de 373,5%, cerca de R$3,3 bilhões mais alto que o segundo melhor lance. O BNDES financia 80% desse investimento. A nova empresa que irá operar o aeroporto terá 49% de capital da Infraero e 51% da Invepar-Acsa, assim a estatal e os fundos de pensão terão 63% das ações da companhia. Logo após que foram anunciados os vencedores dos leiloes dos aeroportos, se iniciaram as especulações sobre a segunda rodada de privatizações de grandes terminais como o Galeão (RJ), Confins (MG), Congonhas (SP) além dos aeroportos internacionais de Recife e Manaus.Uma importante conclusão desta retomada das “privatizações” no governo Dilma deve ser encarada a partir do papel dos fundos de pensão na estratégia de desenvolvimento do capitalismo recente no Brasil. Na verdade, com a mundialização financeira, desde meados da década de 1960, em conjunto com uma série de medidas – como a desregulamentação monetária, a expansão do mercado de câmbio, a abertura do mercado de títulos da dívida e a desintermediação bancária –, abriu as portas para que importantes instituições financeiras não-bancárias, como os fundos de pensão, ganhassem progressivamente maior relevância no cenário econômico e financeiro. Sem dúvida, um dos traços mais importantes do desenvolvimento recente dos mercados financeiros é a emergência dos Investidores Institucionais – fundos de pensão, seguradoras e fundos mútuos –, que passaram a concentrar poupança e as aplicações financeiras, superando os bancos como principais detentores de liquidez. Este processo de expansão dos investidores institucionais pode ser explicado, em parte, pelo envelhecimento da população, pelos incentivos fiscais concedidos aos planos privados de previdência complementar num contexto de crise do Welfare State, pela liberalização financeira e a escala da concentração bancária que impulsionaram a ascensão de novas formas financeiras não-bancárias. Estas instituições, originárias da economia norte-americana e britânica, figuram progressivamente entre as instituições mais decisivas do quadro das finanças mundializadas. Entre as décadas de 1990 e 2000, por exemplo, os investidores institucionais obtiveram um enorme crescimento. Em 1990, o trio formado por fundos mútuos, fundos de pensão e companhias de seguro gerenciavam, no conjunto das economias avançadas, cerca de 11 trilhões de dólares. Em 2005, este total passaria a 53 trilhões de dólares, em um crescimento de 381,8%. Em 2001 a proporção do patrimônio dos fundos de pensão em relação ao PIB chegou a 113% na Holanda, 71% nos EUA e 65% no Reino Unido. Mas os fundos de pensão ganharam destaque não só nas economias desenvolvidas, como também nos países periféricos. No Brasil, os ativos desses agentes cresceram vertiginosamente ao longo da década de 1990, atingindo R$ 239,7 bilhões em 2003, com um crescimento de 221% de 1996 a 2003. A evolução dos ativos dos fundos de pensão em proporção ao PIB chegou a 17,2% em 2007 ante 8,9% em 1996 – podendo chegar, segundo analistas, a 50% do PIB em 2020 e poucos.Lembremos que a vitória de Lula nas eleições presidenciais de 2002 significou a ascensão do Partido dos Trabalhadores (PT) e de sua principal base social e sindical, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a ocupar posições estratégicas nos fundos de pensão e conselhos de administração das empresas estatais além de outros órgãos de gestão direta do capital financeiro como o FAT e o FGTS. A ascensão de ex-sindicalistas a gestores de fundos de pensão no Brasil não representa apenas um novo gerenciamento da poupança acumulada, mas uma transformação de longo alcance no capitalismo brasileiro que acompanha a reestruturação das finanças mundiais, as novas formas de expansão do capital e suas relações com as forças de trabalho e o Estado. A importância desta “nova elite” só pode ser encarada pelo papel que os gestores dos fundos de pensão passam a exercer na economia capitalista nas últimas décadas e suas principais transformações, como o controle acionário majoritário de grandes grupos industriais, a incorporação da “governança corporativa” como horizonte de ação do sindicalismo e novas modalidades de financiamento da economia. Essa “nova elite” se conforma como os nepmans do capitalismo mundializado. Na é a toa que, por gerir investimentos de grandes massas de capitais, os fundos de pensão são atores muito bem cotados para as obras e operações em infra-estrutura articulados pelo Governo.Para o governo nacional de Lula e Dilma, devida a ausência e a debilidade estrutural da “burguesia nacional” (que mais parecem máfias rentistas: veja os grande monopólios da indústria, do agronegócio, dos serviços “especializados”, do latifúndio,da mídia, etc) em fazer “investimentos de longo prazo” e reformas estruturantes, os fundos de pensão seriam importantes fornecedores de recursos, um ótimo financiador para desenvolver a indústria, a agricultura e os serviços, reconstruir a infra-estrutura de energia, transportes e comunicações e a infra-estrutura urbana, estimular a criação de novos empregos e criar mecanismos de redistribuição de renda. Em suma, os fundos de pensão, sob a ótica do governo nacional, seria um dos motores do “neodesenvolvimento” no Brasil. Para que isso ocorra ainda existe uma dura luta para conseguir direcionar estes recursos dominantemente para este tipo de investimento. Afinal, os fundos de pensão costumam se comportar como investidores em busca de altos rendimentos principalmente nos mercados financeiros. Ao contrário do que se costuma acreditar, esses fundos não investem necessariamente em setores produtivos ou na indústria nacional. Ao atuar como capital portador de juros, seu dever fiduciário é obter a maior rentabilidade para os investimentos dos participantes, normalmente vinculados ao mercado financeiro estimulado pelas altas taxas de juros. Além da poupança de milhares de brasileiros ficarem a mercê da lógica dos mercados especulativos de curto prazo, na mão dos gestores estes fundos se transformam em capital e os aposentados tornam-se, quer queiram ou não, em sujeitos interessados na maior exploração e precarização dos assalariados ativos. Os fundos de pensão fazem a própria classe trabalhadora atuar inconscientemente na sua exploração. É uma contradição própria do desenvolvimento do capitalismo contemporâneo, algo que tem cheiro de pós-capitalismo.Logo teremos que fazer as perguntas realmente difíceis sobre estes processos: Como a privatização da previdência dos servidores públicos, das jazidas de petróleo, dos aeroportos, rodovias, hospitais universitários, das florestas e segurança está relacionada com o “projeto de nação pós-neoliberal”? O que existe de comum em todas essas privatizações? O que devemos esperar da “privataria petista”? No que ela se diferencia da “privataria tucana” (e se diferencia, e muito!)?


Mulheres do PSOL e Carnaval